Perguntas Freqüentes

1. Que compromissos a Masisa assumiu ao tornar-se membro do CCX?

Ao tornar-se parte do CCX, nós nos comprometemos a reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 6% até o ano de 2010, com base na média dos anos de 1998 a 2001. Essa redução significa aproximadamente 400.000 toneladas de CO2 até 2010, o que equivale a eliminar de circulação cerca de 140.000 carros durante um ano. O compromisso também inclui elaborar relatórios anuais de nossas emissões e capturas, submetidos a auditorias externas. Para cumprir esses objetivos, estamos trabalhando com empenho para obter o comprometimento de todos os nossos colaboradores.

2. Por que a Masisa associou-se ao Chicago Climate Exchange?

Basicamente porque, na Masisa, nos comprometemos a abordar o problema das mudanças climáticas com ações concretas que ajudem a reduzir seus efeitos. Nossa associação ao CCX é uma das iniciativas nesse sentido, e vemos nela uma clara oportunidade de negócios para a empresa, já que se enquadra em nosso plano de expansão florestal, nos impulsiona a uma melhoria contínua na eficiência energética e nos permite participar do mercado global de créditos de carbono. Tudo isso está relacionado com a estratégia de negócios e a visão da Masisa no longo prazo.

É importante destacar ainda que, pela natureza de seus negócios, a Masisa é um ator positivo na solução do problema. Os bosques capturam carbono da atmosfera e a madeira é uma matéria-prima renovável e altamente reciclável, transformando-se em produtos com um efeito altamente positivo em comparação com outros materiais utilizados na construção.

3. O que é o Chicago Climate Exchange?

O CCX é a primeira bolsa de intercâmbio multisetorial de créditos de carbono, voluntária e legalmente vinculante. Os membros do CCX são líderes no manejo de gases do efeito estufa. Eles representam todos os setores da economia global, e também organizações inovadoras do setor público.

4. Por que a Masisa filiou-se ao CCX e não aos mercados do protocolo de Kyoto?

Porque essa opção nos permite trabalhar o tema orientando-o a nosso plano de negócios, envolvendo toda a empresa. Isso não descarta a possibilidade futura de apresentar também projetos aos mercados do protocolo de Kyoto.

5. Quando a Masisa estará em condições de comercializar créditos de carbono nesse sistema?

Poderemos comercializar créditos já a partir de 2007, assim que tenhamos finalizado um processo de verificação interna.

6. O que são créditos de carbono?

São uma commodity que consiste em 1 tonelada de CO2 (dióxido de carbono) equivalente. “Equivalente” é o termo usado para outros cinco gases do efeito estufa diferentes do CO2. Para eles, usa-se coeficientes de conversão, de acordo com a capacidade que o gás tem para gerar efeito estufa, em comparação com o CO2 (comparando-se o mesmo volume do gás em questão e do CO2 equivalente).

Esta commodity pode ser comercializada em mercados regulamentados pelo protocolo de Kyoto ou nos mercados voluntários, como o CCX.

7. O que é um mercado voluntário de carbono?

É um sistema que permite a qualquer empresa (de qualquer país) comprar taxas de redução de emissão de gases do efeito estufa que se apliquem em qualquer lugar do mundo.

As instituições que participam destes mercados não têm a obrigação legal de reduzir suas emissões; elas o fazem voluntariamente, diferente daquelas provenientes dos países do Anexo I (países industrializados).

8. Qual garantia é oferecida à comunidade internacional de que os compromissos assumidos pelas empresas nesse mercado VOLUNTÁRIO sejam realmente cumpridos?

Para controlar o cumprimento das metas de redução de emissões e dar legitimidade ao sistema, toda a informação enviada pelo participante do CCX, incluindo os dados anteriores, que servem como base, e as atualizações anuais do estado de suas emissões, são auditados pela “National Association of Security Dealer” (NASD), uma entidade independente. (A NASD é um fornecedor de serviços regulatórios do setor privado, organizado segundo as normas do “Security Exchange Act” dos Estados Unidos).

9. Que tamanho tem o mercado do CCX?

Até o momento, quase 20 milhões de toneladas de CO2 foram vendidas através do CCX. Em 2004, primeiro ano completo de vendas da bolsa, o volume total alcançado foi de 2,25 milhões de toneladas. Em 2006, esse número foi de 10,3 milhões de toneladas, e, até março de 2007, já foi registrada a negociação de 5,9 milhões de toneladas de CO2 pela entidade. O preço, por sua vez, evoluiu de menos de US$0.90 por tonelada, em 2003, aos atuais US$4.00 por tonelada.

10. O que é o Protocolo de Kyoto?

O Protocolo é uma instância criada em 1992 a partir da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), que deu início às negociações e acordos entre os países. A partir dessa Convenção foram realizadas 11 Conferências com o objetivo de chegar a acordos concretos para estabilizar as concentrações dos gases de efeito estufa, visando reduzir a velocidade em que ocorrem as mudanças climáticas.

A terceira entre essas Conferências foi realizada em Kyoto, em 1997. Durante o evento, ficou acordado que os países industrializados reduziriam suas emissões de seis gases do efeito estufa em pelo menos 5% em relação às emissões que geravam em 1990. Esse compromisso deve ser cumprido no período entre os anos de 2008 a 2012. Os países em desenvolvimento não assumiram compromissos de redução, mas podem fazer parte do acordo. O Protocolo de Kyoto entrou em vigência em 16 de fevereiro de 2005.

Como parte desse Protocolo foram criados ainda três tipos de mecanismos para ajudar os países a cumprir o compromisso assumido: Comércio de Emissões, Implementação Conjunta e Mecanismos de Desenvolvimento Limpo. Com eles, se garante a flexibilidade aos países industrializados para que reduzam suas emissões a nível doméstico, em países em desenvolvimento ou em países com economias em transição. Além disso, abriu-se a possibilidade de vender as reduções de gases do efeito estufa como créditos de carbono entre países industrializados (Mecanismos chamados “Comércio de Emissões” e “Implementação conjunta”). A venda de créditos de carbonos de países em desenvolvimento para países industrializados também é possível (“Mecanismo de Desenvolvimento Limpo”). Países e empresas participam destas transações, sendo que as empresas tiveram que assumir os compromissos de seus governos.

Países como os Estados Unidos e a Austrália não assinaram o Protocolo de Kyoto, ainda que tenham participado das negociações internacionais e oferecido importantes contribuições em relação a iniciativas e instrumentos que incentivem e potencializem a redução de emissões de gases do efeito estufa.