Áreas Protegidas
A MASISA conta com 14 áreas protegidas:
Chile
Em parceria com o WWF (World Wildlife Fund), foram identificadas em princípio três fazendas (7.800 ha) que por sua composição de espécies, superfície, grau de declividade e localização geográfica podem ser definidas como Florestas de Alto Valor de Conservação. Duas delas estão na Cordilheira da Costa, área mundialmente reconhecida como de “alto interesse de conservação” pela riqueza e características das espécies naturais e em perigo de extinção.
As florestas costeiras da X Região do Chile compreendem ecossistemas únicos, que abrigam grande diversidade de fauna e flora, mas apenas 50 mil ha do total de 1,4 milhões de ha da floresta Valdiviana estão atualmente protegidos.
O Chile possui praticamente um terço das florestas temperadas primárias que existem hoje no mundo, classificadas como Florestas Frontera.
Entre as espécies emblemáticas da área está o pinheiro-larício (Fitzroya cupressoides), a maior conífera do Cone Sul e a segunda mais longeva do mundo, chegando a viver mais de três mil anos. Além da importância ecológica destas florestas, a mesma área abriga a Rede de Parques Comunitários Mapu Lahual (Terra dos Pinheiros-Larício), iniciativa de conservação e ecoturismo do WWF enquadrada em uma estratégia de desenvolvimento integral, que visa à conservação dos bosques nativos de pinheiro-larício e “olivillo costero” (Aextoxicon Punctatum) e é liderada pelas próprias comunidades indígenas.
A MASISA e o WWF trabalharam em 2007 para levantar as informações necessárias para aplicar a metodologia de definição espacial das Florestas de Alto Valor de Conservação. A MASISA está comprometida a continuar desenvolvendo o tema, incluindo o trabalho com outros grupos de interesse para uma melhor compreensão e uso do conceito no Chile. Para tanto, a MASISA colaborou e participou de um workshop organizado pelo WWF cedendo uma fazenda para a visita de campo, bem como informações relevantes sobre seu trabalho técnico.
Pagamento pelo uso de recursos dos ecossistemas e uso sustentável de recursos florestais de bosques nativos
Os ecossistemas florestais, tanto nativos quanto estabelecidos por plantio ou reflorestamento, são um importante fornecedor de recursos essenciais para a vida na Terra. A Avaliação dos Ecossistemas do Milênio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), reconhece quatro grupos de recursos ou serviços: fornecimento (alimentos, madeira e fibras); regulação (do clima, de doenças e da qualidade da água); cultural (valores espirituais, estéticos, recreação e educação); e de apoio (formação de solos, produção primária e ciclagem de nutrientes).
Lamentavelmente, as áreas protegidas são de grande valor para a vida, mas não têm valor econômico por não gerar fluxos financeiros. Na MASISA, em 2008 nos propusemos o desafio de fazer com que as áreas protegidas gerem uma renda mínima de US$ 10 mil anuais, a partir de atividades que permitam seu uso sustentável e sua melhor conservação.
Uso de recursos não-madeireiros
No Brasil, avançamos no projeto “Produtos Florestais Não-Madeireiros”, em conjunto com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, para identificar o potencial das florestas nativas da MASISA de oferecer espécies que possam ser utilizadas com fins fitoterápicos, além de investigar a possibilidade de cultivar essas espécies em programas de parceria rural (unidades de arrendamento e/ou de fomento). Foram identificadas nove espécies comercias, e a MASISA está avaliando planos de negócio para sua comercialização.
Manejo Sustentável de Floresta Secundárias de Vegetação Nativa: MASISA, ForestEthics e Eco Management & Trading
O “Fundo de manejo sustentável de florestas secundárias nativas”, cujo plano piloto teve início em fevereiro de 2007, tem por objetivo contribuir para a criação de valor para a Companhia através do manejo de florestas secundárias de vegetação nativa (florestas nativas em regeneração), transformando-os em patrimônio manejado de forma sustentável. Este fundo permitirá manejar as florestas secundárias com maior potencial produtivo, gerando emprego para as comunidades vizinhas e re-investindo os recursos obtidos com o manejo da floresta nativa em diferentes etapas de desenvolvimento.
O programa contempla atividades em fazendas com vantagens operacionais, como boa qualidade de florestas secundárias e adequada infraestrutura viária.
Desta forma, geram-se os recursos iniciais, imprimese dinamismo à atividade e promove-se uma oferta sustentável, que contribui para aumentar o atual valor dos produtos provenientes do manejo da floresta nativa e desenvolver fornecedores no setor, dentro dos mais altos padrões ambientais e sociais. Isso permitirá viabilizar florestas secundárias com baixo potencial de aproveitamento a curto prazo.
A renda gerada por este projeto será investida na recuperação e no manejo de áreas com florestas nativas menos desenvolvidas e na restauração e conservação de florestas de alto valor de conservação. Isso permitirá demonstrar na prática a viabilidade econômica e ecológica do manejo de florestas secundárias nativas a partir dos mais altos padrões ambientais e sociais, sem que sua execução exija recursos financeiros de outras linhas de negócio da Divisão Florestal.
Esta iniciativa conjunta entre MASISA, ForestEthics e Eco Management & Trading, constitui um exemplo
único em que uma empresa florestal no Chile que concentra sua atividade no plantio de espécies de crescimento rápido demonstra uma preocupação real sobre a floresta nativa, sua relação com a comunidade e com o desenvolvimento sustentável da região.